SETE CANÇÕES ÓRFICAS
O mito de Orfeu serve-nos como ponto de partida para uma obra que interroga de forma prosaica o nosso tempo. É uma peça sobre o encontro e o tempo de vida que temos e o que fazemos com ele. Um poeta hoje como ontem quer fazer dançar as pedras, as
O mito de Orfeu serve-nos como ponto de partida para uma obra que interroga de forma prosaica o nosso tempo. É uma peça sobre o encontro e o tempo de vida que temos e o que fazemos com ele. Um poeta hoje como ontem quer fazer dançar as pedras, as árvores, os corpos. E interroga-se sobre as suas palavras e os seus gestos. Cria passagens entre o mito e a vida comum, despoetizada, sem mistério em que vivemos. O teatro serve para ir ao encontro dos limites dos abraços, do aperto da garganta, da voz que soa na noite da nossa intimidade.