O FIM DO FIM
Em o Fim do Fim, o tema é uma indefinível tensão entre dois mundos. O mundo que temos e esse outro que sonhamos. Em tempos inventámos as linguagens que nos ajudaram a construir esta utopia de mundo que mudou tudo à nossa volta. E que agora deixaram de servir essas
Em o Fim do Fim, o tema é uma indefinível tensão entre dois mundos. O mundo que temos e esse outro que sonhamos. Em tempos inventámos as linguagens que nos ajudaram a construir esta utopia de mundo que mudou tudo à nossa volta. E que agora deixaram de servir essas linguagens. Porque impedem-nos de mudar. Porque nos aprisionam, limitam os sentidos e transformando-nos em informadores. A cada dia que passa matamos o espaço comum que hoje se confunde com redes. As nossas queridas redes são os instrumentos criados por nós os informadores que nos tornámos vítimas felizes de uma liberdade agrilhoada. A ideia inicial era uma peça sobre o fim premeditado dos objetos a que chama obsolescência programada. Uma morte prevista para os objetos. Aos poucos tornamo-nos, também, em objetos obsolescentes. O fim de todas coisas é aceite com a alegria de que a seguir há sempre um objeto novo e um recomeço. A partir daí escrevemos um texto que dá voz à vida aprendendo a dizer adeus. As coisas estão a mudar. Está tudo a modificar-se radicalmente. Temos de aprender a modificar-nos também.