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MEDEIA

Uma primeira ideia que se destaca desta peça é a sua relação entre o passado e o futuro. Esta obra mantém uma atualidade e pertinência que permite refletir sobre a diminuição do poder simbólico no mundo contemporâneo. O texto de Eurípides levanta possibilidades de abordagens múltiplas. Propõe questões sobre o

Uma primeira ideia que se destaca desta peça é a sua relação entre o passado e o futuro. Esta obra mantém uma atualidade e pertinência que permite refletir sobre a diminuição do poder simbólico no mundo contemporâneo. O texto de Eurípides levanta possibilidades de abordagens múltiplas. Propõe questões sobre o papel do feminino na redefinição do tecido político e social. Propõe questões sobre as transformações das relações interpessoais. Propõe questões sobre a emigração e o estatuto de refugiado que, chegado a um mundo novo e diferente, tudo faz para se adaptar às regras e exigências que lhe são impostas com consequências, por vezes, inimagináveis. Por último, levanta uma questão central sobre os protagonistas da História e a vida dos indivíduos. São estes os pontos que nos irão conduzir na abordagem desta obra em busca das sombras que nos moldam o ser. Correndo contra o tempo, acreditamos estar a fazer um outro tempo.

Texto Original Francisco Luís Parreira
Direção e Espaço Cénico João Garcia Miguel
Interpretação David Pereira Bastos, Sara Ribeiro
Música Mário Laginha
Figurinos Rute Osório de Castro
Desenho de Luz João Garcia Miguel e João Chicó (Contrapeso)
Direção Técnica Roger Madureira
Direção de Produção Georgina Pires
Assessoria de Imprensa The Square
Coprodução Companhia João Garcia Miguel, Teatro Ibérico, Junta de Freguesia do Beato, CAA, Arquipélago de São Miguel (Açores), Teatro Aveirense, Teatro-Cine de Torres Vedras, Teatro das Figuras (Faro), Cine Teatro António Lamoso (Santa Maria da Feira), Câmara Municipal de Coimbra – Convento de São Francisco, Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
Apoio DGARTES