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FEBRES DE LISBOA

A vinda de europeus e não europeus para Lisboa em busca de um tempo de aventura e romance para as suas vidas trouxe-nos uma febre de viver que é nossa, que é compulsiva, que é do sul. Aqui se têm mantido e alimentado essas febres por debaixo de tudo — sem

A vinda de europeus e não europeus para Lisboa em busca de um tempo de aventura e romance para as suas vidas trouxe-nos uma febre de viver que é nossa, que é compulsiva, que é do sul. Aqui se têm mantido e alimentado essas febres por debaixo de tudo — sem que se faça isso de forma deliberada ou por sistema — apenas e só pelo sul e pelo vento de uma paixão livre. Um amor da luz que há cá dentro. O próprio Eça escreve no conto “Uma Carta”: «(…) A Arte é a história da alma. Queremos ver o homem – não o homem dominado pela sociedade, entorpecido pelos costumes (…) mas o homem livre, colocado na livre natureza, entre as livres paixões (…)». À semelhança de Eça que leu o seu tempo através dos textos de outros criadores e os transformou em algo pessoal que inaugurou e reviu os conceitos de autoria noutra perspetiva, usámos as Prosas Bárbaras de Eça de Queiroz e outros textos dispersos e a energia contida neles desde o século XIX para construir um novo discurso. Somos agora os novos bárbaros — que de forma velha se lançam nas livres paixões de viver o seu tempo e esta febre que nos assola e empurra.

mgldh

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