A RUIVA
Carolina, órfã de mãe, filha de coveiro, “mulher ninguém”, é a mais pura (e também a mais extremada) das figuras-síntese das lutas feministas de Ana de Castro Osório. Ou a reencarnação ficcional de todas as Marianas Torres deste mundo. Cresceu sozinha entre a morgue, onde dormia, e a taberna fronteiriça,
Carolina, órfã de mãe, filha de coveiro, “mulher ninguém”, é a mais pura (e também a mais extremada) das figuras-síntese das lutas feministas de Ana de Castro Osório. Ou a reencarnação ficcional de todas as Marianas Torres deste mundo. Cresceu sozinha entre a morgue, onde dormia, e a taberna fronteiriça, onde o pai enxugava copos de bagaço. Aprendeu a ler nos epitáfios de mármore. Despertou para a sexualidade observando e tocando os defuntos masculinos que aguardavam autópsia sobre o lajedo. Poderia ter feito número na fábrica de tabaco de Alcântara, ter arranjado partido, filhos, um qualquer casebre onde os amontoasse... preferiu seguir os conselhos de uma vizinha (quiçá) menos recomendável.




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